Galileu, filosofia e ciência – Parte IIIa

Filosofia e Filosofias no Renascimento

Eduardo Kickhöfel

O fim do aristotelismo

Era difícil romper com o aristotelismo e a cultura universitária que o defendia. De Petrarca em diante, grande parte da renovação cultural do Renascimento foi obra dos humanistas, que exerciam suas atividades fora das universidades. Como escreveu Eugenio Garin, em um belo ensaio a respeito dos chanceleres florentinos, a cátedra humanista mais importante estava no Palazzo della Signoria de Florença, atual Palazzo Vecchio. Os peripatéticos souberam aproveitar os feitos dos humanistas, especialmente as edições dos textos de Aristóteles e seus comentadores, e hoje diversos estudiosos do Renascimento sustentam a ideia de que o auge da escolástica aconteceu em Pádua entre os séculos XV e XVI. A posição de Fortunio Liceti em meados do século XVII ainda aponta para o contexto conservador do aristotelismo, e o atlas celeste de Andreas Cellarius Harmonia macrocosmica, publicado em 1660, ainda considera a hipótese cosmológica aristotélico-ptolomaica, como mostra…

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