Inocência

gostei …

Mari Marins

“Costumava amar uma certa paixão que mantinha em segredo

O amor ao segredo era maior do que a própria paixão

Ele sabia – por observação – que iria sofrer tomando ou não uma decisão

[Pois

que mulher formosa entregaria seu coração a um mancebo?

Aos seus olhos uma década era muito

Aos dela, nem tanto assim

A moça desfilava envolta em cetim

O menino reclamava do seu olhar de vidro

Não queria mais peões, pipas e bolas de gude

Nem cogitava crescer mais cedo

Queria manter seu segredo

Queria manter-se sem um grude

Comida deixara de ser uma prioridade

E uma luta interna logo começou

“Não posso perder o meu segredo, preciso ser quem eu sou”

Bolou um plano, ele merecia receber uma caridade

Queria saber se seria possível inverter o impossível

Tudo o que ansiava era um beijo

Como um rato desejava um queijo

Mesmo que seu impulso não…

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